quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Outro dia de deslocamento

Quinta-feira, 11 de setembro de 2014 - Serra

Outro dia de deslocamento.

Durante o café da manhã descobrimos que o Rui não estava (tinha ido à roça de café deles). Tiramos portanto, foto apenas com sua esposa Rilsa, simpaticíssima e cuja comida é sensacional! Ah, bem contrário do Rui, que é muito seco, objetivo e de poucas palavras, parecendo grosso e mal-educado para quem não o conhece. Mas gente boníssima também. De qualquer modo, como já disse antes, acertei ficar essa pousada e o guia. Recomendo!

Tínhamos passagem comprada para às 10h mas com receio de perder o ônibus das 13h em Manhuaçu, chegamos no ponto, conversamos com o motorista e conseguimos tomar o das 8h30 em Alto Caparaó.


E nada de especial, chegamos em Manhuaçu e ficamos andando fazendo hora até o almoço, onde o Animauro comeu em um grill e eu fui em um PF.

Tomamos o ônibus para Vitória e outro para o aeroporto onde aluguei um carro, jantamos e só!




quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Pico da Bandeira

Quarta-feira, 10 de setembro de 2014 - Alto Caparaó

A caminhada começou às 2h30. A lua cheia ajudou na iluminação e lanternas de cabeça são essenciais. O frio deixava nossos dedos duros mesmo com luvas. Ao escovar os dentes antes de dormir, vi estrelas quando a água congelante tocou neles.
Por outro lado era subida e o esforço nos fazia suar e cada parada que fazíamos este esfriava rapidamente nos deixando com mais sensação de frio.
Levamos quase 3h para ganhar os 3,2km até o topo. Um caminho cheio de pedras, alguns trechos íngremes, outros com pouca vegetação e ventos congelantes.

Tudo isso compensado pelo céu limpo e lua clara antes de um sol nascente entre nuvens brancas lembrando muitas vezes as ondas do mar.












A descida foi mais rápida, não exige tanto esforço, porém é preciso cuidado com as pedras soltas e pontiagudas. Por isso fizemos poucas paradas e voltamos em 2h.


Descansamos um pouco, levantamos acampamento e seguimos caminho pois o Rui tinha ficado de nos pegar às 11h. Chegamos 15min antes do combinado e o ele já estava nos esperando.

O casal que conhecemos ontem, Bernardes e Rosilane, nos acompanhou tanto na subida quanto na descida e havíamos combinado almoço. Acho que o cansaço venceu e eles passaram aqui na pousada apenas para se despedir e trocar emails. Pena estarmos tão cansados. Após o almoço eu desabei na cama e dormi a tarde inteira.

E terminamos o dia com... pizza!

Terreirão

Terça-feira, 9 de setembro de 2014 - acampamento Terreirão

São 19h30 e estou escrevendo no celular por não ter nada mais pra fazer até as 3 da manhã, além de estar tudo escuro por não haver iluminação de nenhum tipo.

Foi o primeiro dia que pude dormir até um pouco mais tarde pois tínhamos combinado café às 9h.
Como o Rui nos disse que partiríamos às 15h, passamos a parte da manhã explorando a cidade, que consta de uma única e longa avenida, a av. Pico da bandeira mas ao mesmo tempo nada de interessante, muitas igrejas, pouco comércio. E compramos suprimentos para passar a noite no acampamento.




Almoçamos num restaurante de comida mineira (afinal aqui é MG) mas a comida da Rilsa (esposa do Rui) dá de dez nesse restaurante.


Ainda assim tivemos que enrolar mais 2h. Beleza, antes de partir tomamos um café e conhecemos o guia Josias, um dos melhores guias do parque, mais de 30 anos fazendo isso e conhece cada pedrinha do caminho. Sempre que alguém se perde o parque aciona o Josias + Rui para procurar e resgatar. Beleza, acho que dei sorte na  pousada e por tabela no guia.

O Rui nos levou de jipe 1961 até a primeira parada e até onde os carros podem ir, chamado de Tronqueira.



De lá foram 3,7km de trilha com mochila nas costas até aqui, acampamento Terreirão, onde ainda pudemos pegar o pôr do sol a 2.370m de altitude.


Aqui estão acampados mais 2 grupos, um casal muito simpático de uma cidade a poucas horas daqui e 2 caras que não se misturaram.
De qualquer modo todos iremos juntos nos próximos 3,2km restantes madrugada adentro sob comando do Josias.
Por sorte novamente está uma lua cheia muito bonita e iluminando até mais que nossas lanternas de cabeça.



segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Pedro Leopoldo - Confins - BH - Manhuaçu - Alto Caparaó

Segunda-feira, 8 de setembro de 2014 - Alto Caparaó

Não tenho muito o que contar, pois hoje foi daqueles dias em que passei o tempo todo em deslocamento.
Assim como esses dias, levantei antes das 6h a fim de tomar café rapidamente e estar no aeroporto pelas 6h15, pois tinha que devolver o carro alugado e comprar passagem para rodoviária. Consegui pegar o ônibus das 7h cuja previsão de 1h se estendeu por conta do trânsito de BH. Cheguei às 8h55, corri para os guichês para trocar meu voucher de passagem pela própria. Ê burocracia, eles resolveram implicar com meu cartão de crédito, e para não perder tempo e o ônibus, acabei comprando uma passagem nova.
De qualquer maneira, ufa, consegui entrar nesse carro.


Dentro dele Um calor enorme, e eu na janela tomando todo o sol porque não tinha a cortina. Aliás nem ar condicionado. Foi um pinga-pinga de cidades e de gente, e eu de olho no relógio...
Era por volta de 12h50 quando paramos para almoço de 30min. Engoli o que deu nesse tempo restrito.


Seguimos viagem e meu telefone tocando o tempo todo por causa de trabalho. Tentei ignorar o máximo, mas tem coisas que são urgentes. Daqui a pouco terei que conectar no servidor apesar desta internet precária, a fim de tentar resolver algo.

Cheguei ao meu destino Manhuaçu às 16h25, bem a tempo do próximo ônibus das 16h30. Meu amigo de faculdade Animauro estava me esperando desde 12h30, horário que chegou de Vitória. O meu tempo estimado era 14h30 (pelo site da viação Passaro Verde). Atrasou só 2h...

Não importa o atraso. Deu tempo novamente! E quase 2h depois chegamos à cidade de Alto Caparaó, onde nos hospedamos na Pousada do Rui, um cara muito atencioso, nos providenciou guia, equipamentos e muitas dicas! Ah, janta também, muito boa por sinal!




P.S. Amanhã não tem postagem. Talvez depois de amanhã.

domingo, 7 de setembro de 2014

Parque do Sumidouro

Domingo, 7 de setembro de 2014 - Pedro Leopoldo

Como eu tinha uma trilha agendada para as 08h30, levantei cedo e mesmo com a estimativa do google/ waze de 20-30min, resolvi sair com 1 hora de antecedência.

Estava tendo missa, até tentei dar uma espiada mas sem chance!


Parece até que eu estava adivinhando, primeiro o waze me deixou em um lugar nada a ver com meu destino, e o google fez a mesma coisa.

O lado bom é que eu sabia que estava na região certa e de lá foi fácil me virar, e perguntando aqui e ali consegui chegar a tempo na Casa Fernão Dias, que na verdade não era dele.

O guia inda não tinha chegado assim como um grupo da UFMG e tive que esperar um pouco. O guia Cleiton chegou, esperamos 10min e seguimos pois disse a ele que estava com o horário cronometrado (tinha outra trilha agendada a  5km dali em 1h30).

Foi uma trilha rápida, cerca de 1h20, mas muito instrutiva, terminando num paredão às margens do que seria a Lagoa Santa (está quase seca devido à falta de chuvas desse ano), contendo pinturas rupestres, muito semelhantes às encontradas na Serra da Capivara (PI).





Terminada a trilha, segui rumo à outra portaria do Parque do Sumidouro, onde tinha agendado visita à Gruta da Lapinha.

Como todas as grutas, fantástica!





No espaço há 2 museus: Peter Lund e Museu Arqueológico da Lapinha. Comecei pelo segundo, o "castelinho". Fiquei muito tempo conversando com a historiadora, curadora, zeladora, etc, Erika Banyai. Uma pessoa muito atenciosa e consciente. O formato castelo foi devido à influência do seu criador, o húngaro Mihály Bányai para quem todos os museus de gabinete estariam em castelos.



O museu possui um acervo misto de várias áreas, fósseis de várias épocas, animais taxidermizados, ossadas diversas, minerais de vários tipos etc.

Mas o mais importante são algumas ossadas e uma réplica do busto de Luzia, o humano mais antigo do Brasil, que embora descoberto nesta região, está no museu do Rio de Janeiro.




Pausa para almoço antes da trilha das 15h. A lanchonete é pequeniníssima e cara: esta cumbuca de escondidinho custou R$16,00 sendo que tive que completar com 1 coxinha+ 1 pão de batata...


O Museu Peter Lund tem 3 pisos porém seu acervo é bem restrito. Não se pode fotografar nem usar o celular dentro.

A próxima trilha se chama Circuito Lapinha, terminando na Gruta da Macumba, que tem esse nome por motivos óbvios. A guia (que não lembro o nome agora) foi a melhor de todas, com conhecimento muito aprofundado sobre o tema.




Bem, a volta foi mais tranquila porque já sabia o caminho, consegui chegar antes das 17h. Abasteci, coloquei o carro no estacionamento e fui tirar a foto da fachada do Centro Espírita Meimei, que me esqueci ontem. Aproveitei e tirei foto da Funerária, imóvel onde o Chico morou também.



Fui em seguida visitar a Casa de Chico Xavier, que tentei ontem por 3 vezes visitar.




E assim encerrei o domingo, afinal está tudo fechado e deserto.

Voltei pro hotel, depois fui jantar na mesma lanchonete de ontem, na volta tentei novamente ver o interior da igreja lotada por causa da missa mas sem êxito.